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Meu TCC nota Dez sobre o Modernismo

UERJ DEPARTAMENTO DE LETRAS – ILE Professor: Flávio Carneiro  Aluna: Claudia Castro de Andrade Sobre o movimento modernista, Antonio Candido e José Aderaldo Castello afirmam:  “Na poesia, nota-se desde logo um abandono das formas poéticas consagradas, que haviam sido cristalizadas pelo Parnasianismo. Há uma espécie de extravasamento geral de lirismo, em formas livres, sob as quais não reconhecemos mais as estruturas tradicionais." (In: Presença da Literatura Brasileira - Modernismo. 9 a . ed. São Paulo: Difel, 1983, p. 18)   O presente, e por mim intitulado, ensaio é oriundo de um trabalho de conclusão de curso, o qual não poderia ser narrado e descrito de forma diferente, considerando-se que o tema seja justamente o modernismo com seus aspectos inovadores e criativos. Desse modo, faço uso da liberdade criativa e da licença poética para não me limitar a uma descrição acadêmica, mas antes nietszcheneamente intuitiva (e quem sabe psicográfica) da Gestalt modernista. Us...
Vidas NEGRAS importam! Vida é substantivo simples, no arquétipo sopro que  lhe anima E composto, da coletividade que a sustenta Concreto, na materialidade do corpo que agoniza Mas também abstrato, na inspiração da arte que lhe compõe e dessacraliza É substantivo! E isso posto, a que se fala, só pode ser sobre substantivo, porquanto não é sobre adjetivo! Afinal, a vida não deveria ter que pedir adjetivos Não deveríamos precisar falar em vidas negras ou brancas, apenas em vida, é verdade Não deveríamos na utopia de nosso desejo, mas precisamos na crueza de nossa realidade Diante de uma estética suasticamente anunciada e do espectro virulento que surge arrombando a porta Emerge uma esquizofrenia social e mental sem pedir licença E o adjetivo, quem diria, revela um necessário combate à doença De discurso do ódio que transforma o altruísmo em pleonasmo; De visões negacionistas que transformam a legítima diferença em uma solidariedade organicamente mecanizada no prec...
O prosaico banal da cafeína Está em tudo na vida a cafeína Quente, gelada ou comprimida Na ironia fina Na Ojeriza ao tédio De quem carrega a sina Sem o ostracismo e a profilaxia de um remédio Está em tudo na vida a cafeína Quente, gelada ou comprimida Composto de infusão estimulante ao nervoso sistêmico central Bebe, suga e engole Consome, tu, a cafeína como alento original Está em tudo na vida a cafeína Quente, gelada ou comprimida Antídoto supremo do metabolismo Merecia bem mais que um aforismo O êxtase, a energia Euforia plena Que desloca, acende Que acorda e transcende Está em tudo na vida a cafeína Quente, gelada ou comprimida Luz do poeta noturno Farol do viajante solitário Guia do pescador que mantém À necessidade, o alimento À beleza, o aquário Está em tudo na vida a cafeína Quente, gelada ou comprimida
Estética da omissão Tropicália, cinema marginal... Saudade da efervescência Cultural Aquela que eu nunca vivi Saudade! Do que eu nunca vivi.... Poderia explicar,  mas não vejo vantagem A estesia da sensação ultrapassa toda e qualquer linguagem... Mas, há os que precisam! Anestesiados, não entendem a necessária redundância poética de um pleonasmo vicioso Ou o encantamento laudatório de um momento ocioso Nem a metáfora escolhida Nem os livres versos de uma poesia adormecida Se regozijam no gozo do mero entretenimento Pensam que são autônomos, mas são autômatos Homens de lata cansados no país da fábula e da imaginação Enquanto fazem do cansaço um disfarce da inação.

Poesias de repente

Poesia da diferença Existem diferenças de todo tipo... diferenças que justificam subordinação diferenças que alimentam preconceitos diferenças que confundem a mente e magoam o coração diferenças são antíteses, mas não prescisam ser, paradoxalmente, uma negação diferenças podem completar,  al imentar e preencher o que nos falta Diferenças podem revelar hierarquia e submissão a diferença não precisa ser o apanágio da hierarquia e nem ser um discurso estético da contradição ' a diferença não precisa ser a muleta de uma falsa minoria que se ampara numa igualdade criada da ficção a diferença é o que constrói nossa identidade a diferença é aquilo que nos faz ser quem somos, é o que revela aquilo a que podemos ter direitos ou não, a diferença não é inimiga, ela só não produz ilusão!

Dissertação (UFRJ)

Segue link da plataforma: http://objdig.ufrj.br/10/dissert/821579.pdf

"A Molécula da Moralidade" de Paul Zak

O livro de Paul Zak,"A Molécula da Moralidade", é a verdadeira expressão da falácia naturalista. Ele relaciona a oxitocina com as questões sociais e econômicas. Até o momento em que ele mostra que como a química neural se corresponde a comportamentos, tudo bem!!!!! Mas, daí a dizer que essa química neural tem uma finalidade é outra coisa, é como dizer que a evolução tem objetivos da vis vitalis, o que o grande evolucionista Ernst Mayr refutou tão bem. Dizer que a oxitosina produz confiança, para relações sociais, é como dizer que temos um neurotransmissor que foi construído de modo intencional pela natureza, quando na verdade a natureza é cega. Dizer isso é como dizer que o corpo nos favorece em questões sociais, é colocar a adaptação do organismo e da natureza cega nos termos de adaptação do indivíduo e de uma natureza com finalidades que age em prol do homem em seu ambiente social. Já seria absurdo considerar que a natureza nos constituiu de modo intencional para nossa ad...